Comentário “ Origem da cidade: Casal, família, aldeia” de
Aristóteles
Do texto em apreço destacamos três aspectos fundamentais:
- A cidade como expressão mais feliz de comunidade e o seu vínculo
com a natureza:
O homem como ser gregário, encontra na “polis” o seu habitat natural. Com
base no casal, forma-se a família, cujo agrupamento dá origem à aldeia. O
conjunto das aldeias forma então a cidade.
- A cidade como lugar de convergência e harmonia entre o bem pessoal e
o bem comum:
A cidade subsiste para “assegurar a vida boa”. Os homens não se agrupam
apenas para viver, mas para viver bem, ou seja, viver de acordo com a sua
dignidade ontológica.
- A virtude como meio indispensável para atingir o bem comum:
Sem a prática das virtudes não é possível atingir o bem comum que a cidade
acima de tudo visa proporcionar a todos os que nela vivem. Para que se possa
realizar o bem comum é necessário que todos os cidadãos pratiquem a justiça
e a temperança, duas virtudes, a que Platão acrescentaria a coragem e a
prudência.
Como exemplo da actualidade deste texto de Aristóteles, citamos uma
passagem da Carta Pastoral do Sr. Cardeal Patriarca, D. José Policarpo:
A cidade é o lugar da convivência dos homens, onde nenhum ser humano pode
viver a sua vida desligado da vida dos seus irmãos. Edificar a cidade é
encontrar a convergência e a harmonia entre o bem pessoal e o bem comum.
Viver na cidade é sinal de convivência e co-responsabilidade. A cidade é o
rosto visível da comunidade humana, onde cada homem é responsável pelos
outros homens.1
1 Carta Pastoral, A Igreja na Cidade, de 8 de Setembro de 2005
Portela, 10 de Junho de 2010
Francisco Vaz
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