Pecado original

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domingo, 2 de março de 2014

Aristóteles


Comentário “ Origem da cidade: Casal, família, aldeia” de Aristóteles


Do texto em apreço destacamos três aspectos fundamentais:
- A cidade como expressão mais feliz de comunidade e o seu vínculo

com a natureza:
O homem como ser gregário, encontra na “polis” o seu habitat natural. Com base no casal, forma-se a família, cujo agrupamento dá origem à aldeia. O conjunto das aldeias forma então a cidade.
- A cidade como lugar de convergência e harmonia entre o bem pessoal e o bem comum:
A cidade subsiste para “assegurar a vida boa”. Os homens não se agrupam apenas para viver, mas para viver bem, ou seja, viver de acordo com a sua dignidade ontológica.
- A virtude como meio indispensável para atingir o bem comum:
Sem a prática das virtudes não é possível atingir o bem comum que a cidade acima de tudo visa proporcionar a todos os que nela vivem. Para que se possa realizar o bem comum é necessário que todos os cidadãos pratiquem a justiça e a temperança, duas virtudes, a que Platão acrescentaria a coragem e a prudência.
Como exemplo da actualidade deste texto de Aristóteles, citamos uma passagem da Carta Pastoral do Sr. Cardeal Patriarca, D. José Policarpo:
A cidade é o lugar da convivência dos homens, onde nenhum ser humano pode viver a sua vida desligado da vida dos seus irmãos. Edificar a cidade é encontrar a convergência e a harmonia entre o bem pessoal e o bem comum. Viver na cidade é sinal de convivência e co-responsabilidade. A cidade é o rosto visível da comunidade humana, onde cada homem é responsável pelos outros homens.1
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1 Carta Pastoral, A Igreja na Cidade, de 8 de Setembro de 2005 

Portela, 10 de Junho de 2010
Francisco Vaz

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