SIMPATIA E
SENTIMENTO MORAL EM DAVID HUME
1. Introdução
É no decurso do século XVII que começam
a edificar-se os fundamentos filosóficos e políticos da época histórica a que
se convencionou chamar de modernidade. É neste século que surge o pensamento
individualista e racionalista moderno, do qual Descartes e a filosofia das
Luzes são percursores. O Estado centralizado, com as suas técnicas
administrativas, substitui o até então existente sistema feudal. Culturalmente,
é o período da secularização total das artes e das ciências.[1]
O método empírico de Francis Bacon e de Thomas Hobbes influenciou
toda uma geração de filósofos no Reino Unido, instituindo a tradição, que ficou
conhecida como empirismo britânico, em oposição ao racionalismo que predominava
na maior parte da Europa.
De facto, o desenvolvimento sistemático
do empirismo é obra da Idade Moderna, em especial da filosofia inglesa dos séculos XVII e
XVIII. John Locke (1632/1704), considerado por muitos, como o verdadeiro
fundador desta escola de pensamento, combate a teoria das ideias inatas,
afirmando que a alma é uma tábua rasa que a experiência vai impressionando
pouco a pouco. Há uma experiência externa (sensação) e uma experiência interna
(reflexão). Locke procura, explicar e evidenciar que o conhecimento humano, a ética e a
política, não necessitam, nem de um fundamento teológico, nem de argumentos a
priori, para atingir a verdade. Mas o aspecto mais radical do seu empirismo é a
sua posição céptica, que nega toda a experiência como apoio certo para atingir
um conhecimento válido, pois que a validade da experiência é apenas considerada
provável. O conhecimento aparece-nos assim somente como probabilidade de
certeza relativa, uma vez que é negada a razão para atingir o conhecimento,
pondo mesmo em causa a credibilidade do próprio sujeito do conhecimento. Para
explicar toda a sua teoria, Locke utiliza as noções de sensações, percepções,
impressões, ideias, memória e imaginação.
Esta filosofia é
desenvolvida, alguns anos mais tarde, por David Hume (1711/1776), cujo princípio
fundamental é o de que todas as ideias procedem das impressões e não são nada
mais do que cópias dessas impressões. Este princípio é o seu principal critério
para apreciar a validade objectiva das ideias:
<<Em suma, todos os materiais do pensamento
são derivados da sensibilidade (sentiment) externa ou interna: a mistura e
composição destes pertencem apenas à mente e à vontade. Ora para me expressar
em linguagem filosófica, todas as nossas ideias, ou percepções mais fracas, são
cópias das nossas impressões ou [percepções] mais intensas.>>[2]
Assim, a situação epistemológica e
gnoseológica da escola empirista britânica, cujos expoentes máximos são Hobbes,
Locke, Berkeley e Hume, reduz o conhecimento possível (e com ele todo o saber
possível) a um mero campo da experiência sensível, ou seja, uma axiomática
empírica em que só é passível de conhecimento o que é dado por meio dos
sentidos, sendo <<convicção sua que uma teoria, cujo objecto reside nas
faculdades intelectuais e psíquicas do homem, devia constituir a base última de
todas as ciências.>>[3]
O empirismo constitui-se assim, como percursor
das chamadas ciências humanas, num contexto de modernidade e secularização, em
que, principalmente na segunda metade do século XVIII, se procura conhecer os
mecanismos humanos, no intuito de agir sobre eles. No optimismo das Luzes, o
conhecimento conduz a uma educação que visa restaurar a natureza na sua
integridade.
David Hume nasceu em
Edimburgo em 1711 e faleceu na mesma cidade em 1776. Estudou no Colégio de
Edimburgo e teve uma breve incursão na área comercial. De 1734 a 1737 estudou
Filosofia em La Fleche, o mesmo colégio onde tinha estudado Descarte. Entre as
muitas obras de Hume, “A Treatise of
Human Nature”, é a sua primeira e maior obra, onde expõe as suas teorias e
argumentos e o primeiro texto relevante, onde utiliza o conceito de simpatia, aplicado à teoria moral.
No primeiro Livro[4], Hume introduz as noções
básicas da sua filosofia, começando por apresentar os elementos e mecanismos da
mente humana que considera fundamentais: espaço-tempo, causa-efeito e conexão
necessária-identidade pessoal.
No segundo Livro, faz uma
análise exaustiva das paixões, nomeadamente, do orgulho - humildade e do amor -
ódio. Fala ainda sobre o livre-arbítrio e argumenta sobre a incapacidade da
razão para motivar a acção.
No terceiro e último Livro,
que é o corolário dos dois anteriores, Hume explica como a ética se baseia no
entendimento e nas paixões, destacando a teoria de que os juízos morais
resultam de sentimentos aprazíveis ou dolorosos desencadeados pela simpatia. Segundo Hume, é este
sentimento de simpatia que nos
permite participar do prazer ou da dor dos outros.
A reduzida aceitação que
esta obra mereceu por parte do público, quando da sua edição, levou Hume a
escrever e publicar alguns anos mais tarde, outras três obras, que de algum
modo procuravam clarificar e tornar mais simples a compreensão das teorias
descritas no THN. Em 1741 e 1742 são publicados, respectivamente os dois
primeiros volumes dos “Essays, moral and
political”, e em 1748 é publicado o terceiro volume. Em 1748 é publicada a
obra “An enquiry concerning human
understanding” e em 1751, a obra “An
enquiry concerning the principles of morals”. Após a sua morte, foi ainda
publicada a obra “Dialogues concerning
natural religion”, que terá sido composta cerca de 1769.[5]
2. O sentimento moral em Hume
Para
Hume, a chave de todo o saber é a ciência do homem, da qual dependem todas as
ciências. O pensamento humeano centra-se na investigação da origem das ideias,
uma vez que todas as ciências são ideias que só serão verdadeiramente
esclarecidas quando forem uma extensão do entendimento humano. Como este apenas
pode ser conhecido pela observação e experiência, esgota-se em impressões (sensações, paixões e
emoções) e ideias (cópias ou imagens
empalidecidas daquelas). A diferença entre as impressões e ideias reside apenas
na força e vivacidade com que chegam à nossa mente[6]:
As
impressões e ideias são simples, indecomponíveis, ou complexas, que se podem
distinguir em partes[7].
Embora
a ideia simples se possa considerar cópia da impressão simples, tal não se pode
considerar verdadeiro em relação ao par ideia complexa – impressão complexa:
<<Ao nível da impressão e da ideia simples é
que é válida a proposição fundamental do empirismo: as ideias simples são
derivadas das impressões simples correspondentes e representam-nas
exactamente.>>[8]
Depois
do exame das ideias, de ordem epistemológica, Hume passa ao exame das paixões,
no âmbito da moral:
<<A vida das paixões é regulada por dois tipos
fundamentais de experiência – o prazer e o desprazer – pois condicionam
empiricamente a aprovação e a reprovação, que são juízos de factos e, portanto,
não necessários>>[9]
Verificamos
que a filosofia moral de Hume está de acordo com sua epistemologia e todo o seu
sistema empírico e céptico. De facto, O Livro III – “Da moral”, aplica os conceitos éticos anteriormente desenvolvidos
nos Livros I e II. Assim, é notório que o projecto filosófico de Hume, tem como
ponto de partida uma obra predominantemente ética. Hume
começa por afirmar que a moralidade é um assunto que interessa mais que
qualquer outro. Segundo Hume, qualquer decisão a este respeito é então muito
importante para toda a sociedade,[10] reforçando esta ideia na IMP
afirmando que:
<<A finalidade de todas as especulações morais é
ensinar-nos o nosso dever e, mediante representações adequadas da deformidade
do vício e da beleza da virtude, gerar os hábitos correspondentes levando-nos a
evitar o primeiro e a adoptar a segunda.>>[11]
A
primeira e mais detalhada explicação da teoria moral de Hume pode ser
encontrada no Livro III do Tratado. O Livro é dividido em três partes: a
primeira discute a natureza da aprovação moral de um espectador. O que se
discute aqui, é saber se a nossa aprovação moral é um juízo racional ou uma
reacção emotiva. Na segunda parte é discutida a natureza da justiça e da injustiça.
Hume considera, em relação à natureza da justiça, algumas possíveis motivações
naturais, tais como o amor-próprio, o interesse público e a benevolência. Na
terceira parte são discutidas as virtudes naturais e as virtudes artificiais.
Do ponto de vista do espectador a
diferença entre virtudes naturais e artificiais, reside no facto de que todo o
acto que surge das virtudes naturais pode produzir um prazer através da simpatia no espectador.
Neste
livro (IPM), que constitui uma nova exposição sobre a moral, Hume explica que a
sua preocupação com este tema, deriva de uma controvérsia sobre os fundamentos
da moral:
<<Surgiu recentemente uma controvérsia
muito mais digna de investigação, a respeito dos fundamentos gerais da moral,
debatendo se eles derivam da razão ou do sentimento, se chegamos ao seu
conhecimento por uma cadeia de argumentos e indução ou por um sentimento imediato
e um sentido interno mais apurado; e se, como todos os juízos correctos sobre a
verdade e a falsidade, eles devem ser os mesmos para todos os seres racionais e
inteligentes, ou se pelo contrario, como na percepção da beleza e da
deformidade, assentam inteiramente na estrutura e constituição peculiares à
espécie humana>>[12]
A
moralidade para Hume é uma questão de sentimento, não de razão, pois para ele,
os fins últimos das acções humanas nunca podem ser justificadas pela razão, mas
sim pelos sentimentos e afeições.[13]
3. A função moral da simpatia
A ideia de que a simpatia é um sentimento que
vincula as pessoas umas às outras foi proposta por David Hume. No Livro II do
Tratado, Hume começa por definir que a simpatia é
uma qualidade muito notável da natureza humana, e que é através da capacidade
para simpatizar com os outros, que conseguimos comunicar e partilhar os nossos
sentimentos.[14]
A
simpatia é assim uma espécie de
mecanismo, ou capacidade empática para detectar os estados mentais das outras
pessoas. Este estado de empatia permite, segundo Hume, experimentar o que a
outras pessoas sentem, caso estejamos nas mesmas circunstâncias. Aqui, Hume
considera que as mentes humanas são como espelhos, que reflectem as emoções e
as paixões.[15]
A simpatia funciona como uma percepção original, sendo portanto uma
impressão que leva a uma ideia, relativamente à experiência do outro, e que é o
resultado da relação que temos com o objecto.[16] Por outro lado, a simpatia não é algo que ocorra
intencionalmente. Ela é primeiramente reconhecida pelos sinais exteriores,
designadamente, pelo semblante e conversação do nosso interlocutor. Só
posteriormente adquire a força e a vivacidade que produz uma emoção igual a
qualquer impressão original.[17] Na sua opinião, esta transição é efectuada pela simpatia, que transforma uma ideia de
bem ou de mal, através de uma opinião (juízo moral), passando a ter influência
sobre nós, convertendo assim uma ideia numa impressão, pela força da imaginação.
A
transição de um juízo moral (ideia) para um sentimento moral (impressão) é
então efectuada através da simpatia.[18]
Hume faz uma analogia entre a simpatia e os juízos morais e entre crenças e juízos de
entendimento. A simpatia opera por
juízos morais exactamente como as crenças operam por meio de outros juízos do
entendimento. É a opinião alheia que faz com que a ideia de bem ou de mal passe
a ter influência sobre nós. Estas ideias, diz Hume, aparecem nas nossas mentes
inicialmente, como ideias simples, tal como concebemos qualquer outra coisa.[19]
A alegação de
que os nossos juízos de aprovação ou desaprovação moral são gerados pelos
nossos sentimentos de simpatia é de
grande importância para Hume, pois ele assume que a simpatia é universal e portanto, só julgando com base na simpatia podemos produzir um juízo com
o qual as outras pessoas possam concordar. Assim a simpatia torna-se mais viva em nós quando se transforma numa
impressão.[20]
Por sua vez, o sentimento
de simpatia é o responsável pela atribuição de um louvor ou de uma censura,
uma vez que, sendo este sentimento universal, permite a emissão de juízos de
aprovação ou censura moral. A simpatia
torna-se por isso, um sentimento vívido, em que as ideias e paixões dos outros
acabam por se tornar em impressões, que nos são transmitidas e nos afectam da
mesma forma. Todos os seres humanos são semelhantes, de modo que, em princípio,
não existe ninguém que não possa sentir uma paixão através do sentimento de simpatia. Hume acredita que
este sistema associativo é baseado na experiência comum.
Hume vai mais longe, ao ponto de considerar que sem o sentimento de simpatia, uma pessoa
nunca terá sentimentos de prazer ou de dor, como resposta a um qualquer
estímulo de outra pessoa. A simpatia
é necessária não só para a aprovação das acções úteis, mas também para que os
outros nos considerem e nos transmitam a sua estima.[21]
O sentimento de
simpatia torna-nos solidários e preocupados com o interesse dos outros.
Para Hume, não há uma clivagem entre o privado e o público. De acordo com a sua
teoria, a semelhança e afinidade entre as pessoas deriva mais do sentimento de simpatia, do que do facto de pertencerem
a um mesmo povo.[22]
Hume admite que aquilo que é importante para cada pessoa,
como por exemplo, a virtude, a beleza e a riqueza, devem ser veiculadas pela
opinião e sentimentos dos outros, para que tenham verdadeira importância. Mais
uma vez se confirma, que, para o nosso autor, o sentimento de simpatia é o verdadeiro mecanismo de aprovação moral.[23]
Por seu lado, este sentimento, que surge naturalmente, é
mais forte quando estamos mais próximo do nosso objecto de simpatia. Segundo Hume, somos mais afectados por aqueles que nos
estão próximos, como por exemplo a família e os amigos. Hume reconhece que os
sentimentos dos outros têm pouca influência, quando aqueles estão distantes de
nós, uma vez que é requerida alguma continuidade e contiguidade para que possam
comunicar-se inteiramente.[24]
Para Hume,
a o sentimento de simpatia é algo
muito poderoso. É através deste sentimento que concordamos ou não com as
opiniões das outras pessoas. Sendo a fonte principal dos juízos morais, é
através da simpatia que partilhamos
juízos e sentimentos e, portanto, partilhamos o sentido da realidade.[25]
Esta teoria, é retomada e desenvolvida na
IPM, embora com menos ênfase que no THN. O sentimento
de simpatia parece ser, portanto, o fundamento para toda a filosofia moral de
Hume, como se pode observar na seguinte citação:
<< …que não há qualidades mais merecedoras
da boa vontade e aprovação geral do género humano do que a de ser extremamente
humano e beneficiente, capaz de amizade e gratidão, afeição natural e espírito
público, e tudo o que deriva de uma terna simpatia pelos outros e de uma
generosa preocupação com a espécie a que pertencemos.>>[26]
Para alem da
célebre máxima: <<A razão é, e tem de ser apenas escrava
das paixões e nunca pode pretender desempenhar qualquer outro papel a não ser
servi-las e obedecer-lhes.>>[27], Hume reforça
esta visão no Apêndice 1 à IPM:
<<Parece evidente
que os fins últimos das acções humanas nunca podem ser justificados pela razão,
mas que se recomendam inteiramente aos sentimentos e afeições dos seres humanos
sem qualquer dependência das faculdades intelectuais.>>[28]
4. Conclusão
Do
que foi exposto, constatamos que o sentimento
de simpatia, apresentado no THN e na IPM desempenha um papel importante e
crucial na Filosofia Moral de Hume. É este sentimento que está na base da
formação das nossas atitudes e juízos morais. Segundo Hume, a natureza
depositou um sentimento de simpatia
pelo outro no peito de cada ser humano, pelo qual o indivíduo visa naturalmente
agradar ao interesse alheio, sendo assim capaz de proporcionar um padrão moral:
<<Está aqui a moralidade mais perfeita de que
temos conhecimento, mostra-se aqui a força de muitas simpatias. O nosso próprio sentimento moral é uma emoção
essencialmente dessa natureza, o nosso interesse em ter reputação aos olhos dos
outros, parece surgir apenas do cuidado de preservar a reputação aos nossos
próprios olhos, e para atingir este fim consideramos necessário sustentar o
nosso juízo cambaleante com a aprovação correspondente da humanidade.>>[29]
Finalmente, em síntese,
podemos concluir que:
-
O sentimento de
simpatia é exposto no TNH, em particular no Livro III e com menos ênfase no
IPM;
-
Hume nega que a razão possa originar a acção ética, pois o
pensamento racional, restrito ao mundo das ideias, não poderia produzir outra
coisa que não fossem ideias;
-
A simpatia é uma
percepção original (impressão) e principal geradora do juízo moral;
-
A simpatia
promove um tipo de comunicação sentimental entre as pessoas, permitindo
compartilhar emoções;
-
A simpatia é um
sentimento muito poderoso da natureza humana, que varia em grau e a sua força
depende de outros factores, que ligam uma pessoa ao objecto da simpatia.
BIBLIOGRAFIA
Fontes primárias: Obras de David Hume
1. “A Treatise of Human Nature”, L. A. Selby-Bigge (ed.), 2nd ed. revised by P.H. Nidditch, Oxford:
Clarendon Press, 1978;
2. “Investigação
sobre o entendimento humano", trad. de Artur Morão, Lisboa, Edições 70,
1989;
3. “Tratados filosóficos II - Dissertação sobre as Paixões – Investigação
sobre os princípios da moral”, trad. de Paulo Monteiro e Pedro Galvão, Imprensa
Nacional – Casa da Moeda, Lisboa 2005.
Outra bibliografia consultada:
4. Ayer, A. J., “Hume”, trad. De Maria Luísa Pinheiro, Publicações D. Quixote, Lisboa,
1981
5.
Matias, Nuno Vieira, “Planeamento e
execução de trabalhos escritos”, ISNG, Lisboa, 1990
6.
Morujão, Alexandre Fradique,
“Hume (David)”, Enciclopédia de Filosofia Logos
7. Pereira, Miguel Baptista, “Modernidade e Tempo: Para uma leitura do
discurso Moderno”, Livraria Minerva, Coimbra, 1990
8. Stanford Encyclopedia of Philosophy em http://www.seop.leeds.ac.uk/,
(consulta em Abril de 2012)
9. Internet Encyclopedia of Philosophy em http://www.iep.utm.edu/emp-symp/#SH3a (consulta em Abril de 2012)
Portela,
29 de Maio de 2012
Francisco
Vaz
[1] Cf,
Pereira, Miguel Baptista, “Modernidade e Tempo: Para uma leitura do discurso
Moderno”, Livraria Minerva, Coimbra, 1990
[2] IEH, pág. 25
[3] Ibid, pág.
9
[4] THN: Os 1º e 2º volumes, intitulados respectivamente, “Do Entendimento”
e “Das Paixões”, são publicados em 1735 e o 3º, intitulado “Da Moral” em 1740.
[5] Cf,
Morujão, Alexandre Fradique, “Hume (David)”, Enciclopédia de Filosofia Logos,
pág. 1233
[6] THN, pág. 1 <<All the perceptions of the human mind resolve
themselves into two distinct kinds, which I shall call Impressions and Ideas. The
diference between these consists in the degrees of force and liveliness, with
which they strike upon the mind, and make their way into our thought or
consciousness.>>
[7] Ibid, <<There is another division of our perceptions,
which it will be convenient to observe, and which extends itself both to our
impressions and ideas. This division is into SIMPLE and COMPLEX. Simple
perceptions or impressions and ideas are such as admit of no distinction nor
separation. The complex are the contrary to these, and may be distinguished
into parts.>>, pág. 2
[8] Cf,
Morujão, Alexandre Fradique, “Hume (David)”, Enciclopédia de Filosofia Logos, pág. 1234
[9] Ibid, pág.
1234 e 1235
[10] TNH, pág. 457, <<Morality is a subject that interests us above
all others: We fancy the peace of society to be at stake in every decision
concerning it; and it is evident, that this concern must make our speculations
appear more real and solid, than where the subject is, in a great measure,
indifferent to us.>>,
[11] IPM, pág. 49
[12] Ibid, pág. 48
[13] Cf., Ibid, pág. 171
[14] Cf, THN, Pág. 316 <<No
quality of human nature is more remarkable, both in itself and in its
consequences, than that propensity we have to sympathize with others, and to
receive by communication their inclinations and sentiments, however different
from, or even contrary to our own. >>
[15] Cf, Ibid, pág. 365 <<In general we may remark, that the
minds of men are mirrors to one another, not only because they reflect each
others emotions, but also because those rays of passions, sentiments and
opinions may be often reverberated, and may decay away by insensible .>>
[16] Cf, Ibid, pág. 320 <<In sympathy there is an evident
conversion of an idea into an impression. This conversion arises from the
relation of objects to ourself.>>
[17] Cf, Ibid, pág 317 <<When any affection is infused by sympathy, it is at
first known only by its effects, and by those external signs in the countenance
and conversation, which convey an idea of it. This idea is presently converted
into an impression, and acquires such a degree of force and vivacity, as to
become the very passion itself, and produce an equal emotion, as any original
affection.>>
[18] Cf, Ibid, pág 427 <<The bare opinion of another, especially when inforced
with passion, will cause an idea of good or evil to have an influence upon us,
which would otherwise have been entirely neglected. This proceeds from the
principle of sympathy or communication; and sympathy, as I have already
observed, is nothing but the conversion of an idea into an impression by the
force of imagination.>>
[19]Cf, Ibid <<What is principally remarkable in
this whole affair is the strong confirmation these phaenomena give to the
foregoing system concerning the understanding, and consequently to the present
one concerning the passions; since these are analogous to each other. It is
indeed evident, that when we sympathize with the passions and sentiments of
others, these movements appear at first in our mind as mere ideas, and are
conceived to belong to another person, as we conceive any other matter of fact.>>
[20] Cf, Ibid, pág 385 <<Simpathy is nothing but a lively idea converted into
an impression>>
[21] Cf, Ibid, pág 587 <<There are, however, instances, in
cases of less moment, wherein this immediate taste or sentiment produces our
approbation. Wit, and a certain easy and disengaged behaviour, are qualities
immediately agreeable to others, and command their love and esteem.>>
[22] Cf, Ibid, pág. 316 <<To this principle we ought to
ascribe the great uniformity we may observe in the humours and turn of thinking
of those of the same nation; and it is much more probable, that this
resemblance arises from sympathy, than from any influence of the soil and
climate, which, though they continue invariably the same, are not able to
preserve the character of a nation the same for a century together.>>
[23] Cf, Ibid, pág. 316 <<But beside these original causes of
pride and humility, there is a secondary one in the opinions of others, which
has an equal influence on the affections. Our reputation, our character, our
name are considerations of vast weight and importance; and even the other
causes of pride; virtue, beauty and riches; have little influence, when not
seconded by the opinions and sentiments of others.>>
[24] Cf, Ibid, pág. 318 <<The stronger the relation is between ourselves and any object, the more
easily does the imagination make the transition, and convey to the related idea
the vivacity of conception, with which we always form the idea of our own
person. Nor is resemblance the only relation, which has this effect, but
receives new force from other relations, that may accompany it. The sentiments
of others have little influence, when far removed from us, and require the
relation of contiguity, to make them communicate themselves entirely. The
relations of blood, being a species of causation, may sometimes contribute to
the same effect; as also acquaintance, which operates in the same manner with
education and custom;>>
[25] Cf, Ibid, <<We are certain, that sympathy is a
very powerful principle in human nature… If we compare all these circumstances,
we shall not doubt, that sympathy is the chief source of moral distinctions; >>
[26] IPM, pág 55
[27] THN, pág.
415, <<Reason is, and ought only to be the
slave of the passions, and can never pretend to any other office than to serve
and obey them.>>
[28] IPM, pág.
171
[29] Ibid, pág.
156
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